Science education: both personal and social, William W Cobern, Western Michigan University

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Apresentação em PDF

Science is both personal and social. We all have personal feelings about science and what we feel and what we know about science is socially embedded. Perhaps we can improve science education for students if we teach science reflecting the personal and social aspects of science. This presentation begins with the personal: myself. I begin with my personal reflection on science as an example, and then examples of how science becomes personal for students and teachers. The presentation then moves into the social dimensions of science. Since the ideas in this talk are somewhat related to the nature of science, I will distinguish between teaching the nature of science and teaching that includes the personal and the social. The presentation concludes with suggestions for how teachers might interweave personal and social into their science instruction.

 

A contribuição do pensamento político-pedagógico de Paulo Freire para políticas e práticas curriculares no Ensino de Química, Marilia Gabriela de Menezes Guedes

Filósofos, educadores e curriculistas comprometidos com o paradigma da educação emancipatória de vários países compartilham a ideia de que o pensamento político-pedagógico de Paulo Freire está sempre em movimento e dialoga com diferentes questões contemporâneas, assim como traz elementos norteadores para a construção da teoria curricular emancipatória e eticamente comprometida com humanização dos sujeitos.

Na perspectiva freireana, a possibilidade de compreensão e conscientização acerca da realidade se dá por meio da educação problematizadora, que tem, no diálogo, o princípio da ação pedagógica. Paulo Freire atribui a educação o papel de contribuir com o processo de transformação social, pois, para ele, a educação é dialógico-dialética, na medida em que o ato educativo pode superar a prática de dominação e construir uma prática da liberdade em que educador e educando são os protagonistas do processo que, juntos, dialogam e constroem o conhecimento mediante análise crítica das relações entre os sujeitos e o mundo. Esse movimento decorre da compreensão da educação não só como ato de conhecimento, mas também como ato político. Sendo assim, ele vê na educação a possibilidade de emancipação humana no sentido de superar as diferentes formas de opressão e dominação existentes na sociedade contemporânea, marcada por políticas neoliberais e excludentes.

Entendemos que essa concepção de educação contribui na fundamentação de políticas e práticas curriculares no ensino de química que possibilite a problematização de temas sociais de modo a introduzir a ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e de suas transformações, do reconhecimento do homem como parte integrante do universo e dos condicionantes das estruturas sociais que alienam e oprimem – currículo pautado na compreensão de mundo, de ser humano e de sociedade como unidade dialética, os quais se movem no sentido de inter-relação de complementaridade.

 

SULear vs NORTEar: tempo, espaço, lugar e educação na proposta SULear”, Marcio D’Olne Campos[1]

UNICAMP, Proposta SULear

SULear problematiza e contrapõe o caráter ideológico do termo NORTEar (Norte: acima, superior; Sul: abaixo, inferior) para insistir que nossa referência fundamental seja o Sul. Nele vivemos, observamos, pensamos e devemos sempre problematizar essa existência nos opondo à lógica eurocêntrica que nos impõe o Norte como referência geopolítica universal.

O vocábulo é um posicionamento crítico às representações geradas pelas referências espaciais e de orientação entre o eixo Norte-Sul e as tensões oriundas dessa relação. Tensões essas presentes, por exemplo, nos globos e mapas que nos chegam com as convenções prioritárias do Norte. Tais representações marcam e prejudicam nossos pontos de vista, ou referenciais, assim como os referentes nas leituras do mundo e na construção do conhecimento.

Desde os primeiros anos da escola somos ensinados a apontar o Sol nascente com a mão direita para nos ORIENTarmos. Com isso nos colocam de costas para o Cruzeiro do Sul que – ao contrário da Estrela Polar para o Norte – é a constelação que nos permite SULear à noite.

Discutiremos essas questões com especial atenção para as regras de orientação espacial que constantemente nos agridem no ensino fundamental. Salientaremos como é importante nos sentirmos desNORTEados em benefício de uma educação problematizadora e, portanto, mais transformadora para que estejamos apropriadamente situados nos espaços e lugares do Sul – SULeados.

REFERÊNCIAS

– SILVA JUNIOR, Antonio Carlos. Sulear (verbete Wikipédia): <https://pt.wikipedia.org/wiki/Sulear>

– Site SULear: <http://www.sulear.com.br>

– CAMPOS, Marcio D’Olne. Por que SULear? Astronomias do Sul e culturas locais: <http://sulear.com.br/beta3/wp-content/uploads/2019/05/CAMPOS-MD-Por-que-SULear-dos-anais-v-final.pdf>

[1] Marcio D’Olne Campos – mdolnecampos@sulear.com.br

 

Decolonialidades na Educação em Química, Bruno Monteiro.

A partir de leituras, estudos, conversas e interlocuções com outros grupos de pesquisa, vimos refletindo sobre aspectos da colonialidade do saber, ou seja, das diversas questões epistemológicas, que de algum modo, interferem em temáticas que circulam no campo da educação em ciências. Nossas reflexões tem nos deixado inquietos com a percepção de estarmos impregnados por uma práxis educativa que nos encarcera em modelos eurocêntricos, disciplinares e complacentes com uma maneira universal de praticar a Educação em Ciências.  Na contramão desses modelos excludentes, surgem os estudos da decolonialidade e as ditas epistemologias do Sul. Esses estudos instauram uma problematização importante, pois, visam romper com o estatuto das “linhas abissais” apontadas por Boaventura de Sousa Santos & Maria Paula Meneses, contrapondo-se a centralização da lógica eurocêntrica de produção de conhecimento, revelando uma multiplicidade de epistemologias que emergem das histórias de vida dos indivíduos, seus grupos, comunidades e sociedades. Nesse sentido, buscaremos fomentar um debate sobre os impactos dos estudos da decolonialidade na educação em química. Argumentaremos que a química e o seu ensino, sintonizados com uma pauta anticolonial, poderá fornecer subsídios para o enfrentamento de problemáticas tecnológicas, sociais e ambientais que assolam a sociedade contemporânea e que comprometem o futuro da humanidade.

 

Afetividade na sala de aula: a influência das emoções no ensino de Química, Robson Macedo Novais

A sala de aula de Química é um espaço onde os estudantes vivenciam alegrias, tristezas, curiosidade, ansiedade e outras emoções que marcam as relações interpessoais e os vínculos afetivos que eles estabelecem com o objeto de conhecimento. Tal fato atribui à prática educativa uma dimensão afetiva da docência. Considerando esse pressuposto, propõe-se, nessa palestra, evidenciar e discutir aspectos da dimensão afetiva da docência, com o foco na influência das emoções no processo de ensino-aprendizagem da Química. Para isso, serão evocadas contribuições de diferentes áreas do conhecimento, como Neurociências, Educação, Psicologia Educacional, Neuroeducação e Ensino de Ciências, em busca de argumentos que justifiquem a consideração das emoções no ensino de Química. Por fim, serão apresentadas e discutidas algumas estratégias de autorregulação emocional, de forma a oferecer um ponto de partida para que os professores possam considerar aspectos afetivos em sua prática educativa e viabilizar um ambiente afetivamente favorável à aprendizagem de conteúdos científicos.

Afectividad en la práctica educativa: la influencia de las emociones en la enseñanza de la Química, Robson Macedo Novais

Las clases de Química son espacios donde los estudiantes experimentan alegrías, tristezas, curiosidades, ansiedades y otras emociones que marcan las relaciones interpersonales y los vínculos afectivos que ellos establecen con los contenidos científicos. Tal hecho atribuye a la práctica educativa una dimensión afectiva de la docencia. En este sentido, se propone, en esta conferencia, evidenciar y discutir aspectos de la dimensión afectiva de la docencia, con el foco puesto en la influencia de las emociones en la enseñanza de la Química. Para ello, se recurrirá a contribuciones de distintas áreas del conocimiento científico, como las Neurociencias, las Ciencias de la Educación, la Psicología Educativa, la Neuroeducación y la Enseñanza de las Ciencias, todo esto procurando argumentos que justifiquen la consideración de las emociones en la enseñanza de la Química. Por último, se presentarán algunas estrategias de autorregulación emocional que permitan a los profesores mejorar el clima emocional de sus clases con el fin de favorecer el aprendizaje de los contenidos científicos.

 

Leitura e escrita como atividades humanizadoras na Educação Química, Cristhiane Carneiro Cunha Flôr

Se pensarmos a química como uma lente por meio da qual lemos o mundo material, e pensarmos neste mundo como aquele nosso mundo, cotidiano, vivido diariamente no fazer a vida e fazer-se vivo, como a disciplina escolar química pode contribuir para com essa leitura? O que nós, como professores e professoras de química lemos e trazemos à leitura de nossos estudantes? Com esta fala, pretendo trazer uma problematização aos processos de ler e escrever em aulas de química e algumas sugestões como possibilidades de leituras e escrituras outras.

 

As cartas pedagógicas no traçado de uma formação (mais) humana de professores e professoras, Bruna Sola da Silva Ramos

 O diálogo pretendido parte do horizonte nuclear da humanização em Paulo Freire como forma de juntos refletirmos acerca de uma formação (mais) humana, que nos instigue a alcançar a docência como compromisso político-pedagógico assumido na luta por justiça social. Com Freire, entendemos que a transformação da realidade opressora é tarefa histórica de homens e mulheres como corpos conscientes, intencionados a uma leitura crítico-criativa da palavra e do mundo. Tomando por base este desenho teórico-conceitual, discutiremos um importante “achado” da pesquisa de pós-doutoramento desenvolvida junto à Cátedra Paulo Freire da UFPE: que o gesto de ler e escrever cartas, mais especificamente cartas pedagógicas, é interface potente do diálogo problematizador da realidade no contexto de formação permanente de professores e professoras.

 

Saberes Tradicionais e Indígenas na Educação Química, Dra. Anelise Maria Regiani (UFSC).

Uma educação científica humanista pressupõe que os saberes de diferentes sociedades sejam valorizados em processos de ensino e aprendizagem. Argumenta-se que diferentes culturas ao redor do mundo produziram conhecimentos que permitiram viver em ambientes dos mais inóspitos aos mais amenos. A ciência ocidental que conhecemos é apenas um dentre os diversos produtos culturais humanos. Assim, o diálogo intercultural entre ciência e saberes tradicionais e indígenas em aulas de química permite reconhecer as contribuições dessas sociedades à ciência e à cultura. Na palestra serão apresentadas algumas iniciativas já desenvolvidas para o ensino de química em nível médio e na formação de professores e algumas reflexões sobre a lei 11.645/2008.

 

Vivências interculturais em Moçambique e sentidos para a formação de professores, Agnaldo Arroio – FEUSP

Hoje nas universidades brasileiras há um incentivo sem precedentes para ações de internacionalização, programas de governo, acordos de cooperação, mobilidade acadêmica docente, discente e funcionários. Essa apresentação busca refletir sobre vivências em outro contexto cultural e suas implicações profissionais e pessoais. As vivências interculturais em questão se referem à participação em Projeto de Cooperação Internacional realizado em Moçambique em situação de programa de formação de professores.

 

O Outro lado da Tabela PeriódicaAlfredo Mateus

A tabela periódica dos elementos químicos é uma das imagens mais diretamente e intensamente reconhecidas da ciência. Seu apelo vai muito além do seu uso por cientistas e no contexto escolar. Em 2019 celebramos o Ano Internacional da Tabela Periódica e os 150 anos do trabalho de Dimitri Mendeleev que deu origem a ela. Vamos conversar sobre a sua história, como ela tem influenciado a cultura e a ciência e mostrar alguns experimentos espetaculares sobre os elementos químicos. Por fim, vamos conversar sobre alguns aspectos de como a tabela pode ser trabalhada em sala de aula.

 

Pesquisa e Docência: Influência e Contribuições MútuasMonique Santos

A palestra “Pesquisa e Docência: Influência e Contribuições Mútuas” que irá abrir a sessão “Novos Talentos” será proferida com base em minhas experiências/vivências profissionais e acadêmicas. Dessa maneira, irei apresentar de maneira resumida um pouco sobre meu percurso formativo e, em seguida e/ou simultaneamente, irei caracterizar como esse percurso influenciou e contribuiu em minha formação tanto como professora quanto como pesquisadora. Durante a apresentação, irei destacar momentos específicos de determinadas experiências/vivências em que tomei consciência das influências e contribuições mútuas entre a docência e a pesquisa. Além disso, irei ressaltar o quanto essas experiências/vivências ao longo (i) das iniciações à docência; (ii) dos estágios obrigatórios; (iii) das disciplinas Instrumentação para o Ensino de Química e de algumas optativas (por exemplo, Ensino Fundamentado em Modelagem e Introdução de Aspectos Históricos e de Natureza da Ciência, ambas no ensino de Química); (iv) das atuações como professora designada na rede estadual e substituta na rede federal, ambas no nível médio, e como professora estagiária na rede federal, no nível superior; (v) das iniciações científicas; (vi) do estágio em laboratório de pesquisa; (vii) das várias conferências científicas que eu havia participado; e (viii) do fato de ter me tornado integrante do Grupo de Pesquisa Reagir e poder conhecer mais sobre o universo da pesquisa na área de Educação em Ciências através das pesquisas realizadas pelos integrantes do Grupo, me possibilitaram fazer tudo aquilo que acreditava/acredito ser necessário para promover e alcançar uma educação científica mais autêntica. Para finalizar, irei dar alguns exemplos, com base em meu percurso formativo, de algumas influências e contribuições que a docência pode sofrer e proporcionar para a pesquisa e vice-versa, tais como: (i) quais tipos de atividade são mais adequados para que eu consiga alcançar meus objetivos como professora e/ou responder minhas questões de pesquisa como pesquisadora (pensando em pesquisas empíricas desenvolvidas em sala de aula); (ii) quais são as maneiras mais adequadas, em termos de metodologias de pesquisa na área de Educação em Ciência, para eu desenvolver determinados tipos de atividades; (iii) qual é a viabilidade de determinados tipos de atividade e/ou de maneiras de desenvolvê-las ao longo de um curso de mestrado e/ou doutorado; dentre outros. Por fim, pretendo destacar o quão importante é, na medida do possível, conciliar a teoria (academia – pesquisa) com a prática (escola – docência). Isto porque, é importante que nós, enquanto futuros formadores de professores, conheçamos e saibamos falar sobre tal realidade. Caso contrário, como iremos contribuir na formação de futuros professores e desenvolver pesquisas que promovam e alcancem uma educação científica mais autêntica?

 

Science teacher professional development, Selçuk ŞAHİNGÖZ

The primary goal of the speech is thinking about science education and better understanding of science teacher professional development considering different cultures. This speech includes my personal experiences relevant to science education in Turkey and the USA. The preseantation begins with how Turkish Science Education works. Then, it goes on comparing Turkish and American Science Education. I have taken science methods courses several times from different instructors at Western Michigan Universtiy. I will share what I learned about the USA and what I know about Turkey. The speech also emphasizes the importance of scientific literacy and inquiry-based science teaching. I will give several examples related with my doctoral dissertation findings about instructional preferences middle school science teachers. The speech ends with suggestions what you should pay attention to enhance your professional development as teacher candidates.

 

MESA-REDONDA: POLÍTICA, EDUCAÇÃO E OS SMEQS, Vinícius Catão, José Guilherme da Silva Lopes e Bruno Monteiro.

Os atuais encontros científicos relacionados ao Ensino de Ciências/Química têm fomentado relevantes debates para a formação inicial e continuada dos professores. Dentre eles, destacam-se o Simpósio Brasileiro de Educação Química, o Encontro Nacional de Ensino de Química, o Evento de Educação em Química, o Encontro Paulista de Pesquisa em Ensino de Química, o Congresso Paranaense de Educação Química, a Escola de Verão em Educação Química, o Encontro Centro-Oeste de Debates sobre Ensino de Química, o Encontro da Rede Rio de Ensino de Química e o Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Além desses e das várias semanas acadêmicas relacionadas aos cursos de licenciatura em Química, cabe ressaltar o pioneiro de todos eles, que foi o Encontro de Debates sobre Ensino de Química, iniciado em 1980 no Rio Grande do Sul. Na esteira desses debates que tem tomado corpo nos últimos anos, fomentadas, sobretudo, pelos eventos científicos, emergem alguns novos, como Simpósio Mineiro de Educação Química (SMEQ), que chega a sua quinta edição em 2019 e tem buscado qualificar as discussões que perpassam a área de Educação Química em nível nacional e internacional. Sobre o histórico dos SMEQs, o primeiro deles aconteceu em Outubro de 2011 na Universidade Federal de Viçosa (UFV), representando a retomada de esforços da comunidade acadêmica no sentido de reunir, compartilhar experiências e integrar os professores da Educação Básica e Superior em ações formativas, além de discutir os rumos da Educação Química no estado de Minas Gerais e no Brasil. Neste evento, buscou-se resgatar as discussões já iniciadas nos Encontros Mineiros de Ensino de Química (EMEQs), que teve a sua terceira e última edição em 2003 na UFV. Esse encontro, que era bienal, não foi realizado nos anos de 2005, 2007 e 2009, sendo resgatado em 2011 com uma proposta que buscava discutir a Educação Química e as novas perspectivas para a (re)construção dos saberes na contemporaneidade. Cabe destacar que a mudança no nome se justificou pela demarcação de uma nova fase para o evento, após uma interrupção de oito anos, buscando representar, de alguma forma, o que acontecia em um novo panorama educacional, social e político no Brasil, sobretudo ao considerarmos que as discussões voltadas ao campo educacional se adensavam com políticas públicas que vinham sendo consolidadas naquela ocasião, tal como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID), o Programa das Licenciaturas Internacionais (PLI) e o novo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Dessa forma, professores e pesquisadores de Minas Gerais com atuação voltada ao ensino de Ciências/Química foram consultados na ocasião, de modo que pudessem opinar sobre a referida alteração. Aqueles que retornaram em tempo hábil, demonstraram apoio à iniciativa, considerando-a relevante. Dessa forma, o EMEQ foi retomado com o mesmo propósito de antes, mas com o nome de Simpósio Mineiro de Educação Química. Além disso, destaca-se que o ano de 2011 foi muito significativo para a retomada desse evento, pois se comemorou naquela ocasião o Ano Internacional da Química, marcado pelo centenário do Prêmio Nobel de Química concedido à Marie Curie em reconhecimento aos estudos que conduziram à descoberta dos elementos Rádio e Polônio, além do isolamento do Rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento. Esse ano simbólico representou um momento oportuno para se colocar em discussão os importantes debates educacionais no campo da Química, de modo que, doravante, eles fossem um marco para o recomeço desse evento e a integração da comunidade que integra os Educadores Químicos de Minas Gerais e do Brasil. O retorno do evento trouxe relevantes contribuições a todos os envolvidos com a docência na Educação Básica, Superior e com a formação de professores nos cursos de Graduação e Pós-graduação. Esse espaço de encontro tem representado um momento para o crescimento conjunto das educadoras químicas e dos educadores químicos, além de fomentar projetos formativos com o potencial para contribuir, de forma relevante, na área de Educação Química tanto em Minas Gerais quanto em todo o Brasil. Ainda sobre a cronologia dos SMEQs, em setembro de 2013 a segunda edição foi realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA), com o tema Compartilhando saberes e ressignificando os espaços educativos. Já o III SMEQ, realizado em setembro de 2015, aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com a proposta de discutir o tema A formação docente e a valorização do professor de Química. Em 2017, a IV edição do SMEQ aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia e teve como tema norteador “Inclusão, diversidade e pluralidade no ensino de Química”. Em 2019 o V SMEQ será acolhido na Universidade Federal de São João del Rei, com a temática “Culturas, Discursos e Humanizações na Educação Química”. Destaca-se ainda que 2019 é o Ano Internacional da Tabela Periódica, fazendo do evento mais significativo quanto ao seu propósito formativo. Assim, os principais objetivos das cinco edições do SMEQ foram: (i) congregar professores, pesquisadores, estudantes e demais interessados na área de Educação em Química; (ii) socializar e discutir pesquisas e projetos educativos; e (iii) permitir aos professores e estudantes se envolverem com as discussões e propostas recentes voltadas ao ensino de Ciências/Química, tendo o foco na formação inicial e continuada de professores. Além disso, destaca-se que os SMEQs estão trazendo à tona, de algum modo, discussões que vem afligindo a sociedade e que vão muito além dos conteúdos, com destaque para as questões culturais de gênero, racismo, fronteiras étnicas e religiosas, interseccionalidades, direitos humanos etc. Este tem sido o tom das últimas edições, que buscou dar voz e atribuir um lugar de destaque aos aspectos humanos e sociocientíficos do conhecimento. Para 2021, ele será acolhido por alguma instituição mineira ainda a ser definida, de modo a não deixarmos essa chama se apagar no estado de Minas Gerais. Sobre a temática do próximo evento, pode-se palpitar algo em torno da “Educação Química e o futuro do professor do futuro: catalisando transformações para construir uma sociedade mais justa, humana e igualitária para todas e todos”. Essa é apenas uma sugestão que certamente será lapidada pelo tempo e pelas muitas influências do provir no campo da Educação. Por isso, estaremos atentos às eventuais mudanças intransigentes que nos assolar e respondendo a elas como guardiões de uma educação libertadora que se faz por meio de uma Ciência humana, crítica e reflexiva. Avante, sempre!